Reurbanização de favela de Buenos Aires gera receio de alta valorização

Ainda que Buenos Aires seja conhecida como uma cidade bastante turística por causa de suas casas de tango, seus parques elegantes e a sua veia artística. Existe uma região que está longe dos guias turísticos, a Villa 31, uma favela que socialmente está afastada do resto da cidade ainda que esteja no centro, entre o bairro Bom Retiro e Recoleta.

Essa favela é uma das mais antigas e mais extensas de Buenos Aires. Os seus moradores são formados por pessoas em uma situação de pobreza. A maioria são imigrantes da Bolívia, Peru e Paraguai.

O que está acontecendo com a Villa 31 é uma reestruturação que pretende deixar mais digno o ambiente investindo em áreas comuns como parques e espaços para esportes.

O investimento da reurbanização será realizado com os recursos do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do governo de Buenos Aires.

Anteriormente era comum retirar as famílias que estavam ocupando os espaços com potencial para valorização imobiliária. O que se pretende fazer agora é revitalizar o espaço transformando-o em um novo bairro, para isso estão sendo construídos centros de saúde, postos de administração pública, quadras de esportes e praças.

As obras estão em andamento desde 2016, de acordo com o planejamento haverá a construção de uma sede para a Secretaria de Educação e também um complexo de escolas para crianças e adultos. O escritório do BID também será construído na região.

Apesar das mudanças que o lugar pode ter, existe uma hesitação dos autores da lei de urbanização da Villa 31 que não estão de acordo com o governo que está comandando as modificações.

Existe um receio de que a melhoria provoque um aumento de aluguel, o que pode fazer os antigos moradores terem que se mudar para outra região. Esse movimento é conhecido como gentrificação, quando novos moradores com condições de pagar os valores imobiliários acabam substituindo os que não podem arcar com os novos custos.

A especulação imobiliária é uma preocupação, a solução sugerida seria a construção de novas casas para os moradores, pagos pelos impostos da população para a melhoria de vida.

Reino Unido cria Secretaria para cuidar da solidão

O problema da solidão cresce no Reino Unido e a Primeira Ministra Teresa May, toma uma decisão que pretende criar mecanismos para tratar o problema, criando uma secretaria que ficara sob a responsabilidade de Tracey Crouch.

A secretaria recebeu com muito entusiasmo a delegação da Primeira ministra, vê como desafio o problema que chama de “desafio geracional”, 9 milhões de cidadãos Britânicos estão sendo vítimas deste fenômeno independentemente da idade. A secretaria está sendo chamada de “secretaria da solidão”.

Organizações não governamentais, empresas e comitê da solidão que já fazia parte do programa do governo antes da criação da nova secretaria a cargo Crouch precisam se unir em busca de soluções para obterem resultados para a demanda, assim entende a premiê Teresa May. Se não bastasse o número expressivo atingidos pelo problema, foi divulgado um parecer onde se entende que os males que a solidão causa no individuo, é equivalente aos de um fumante que consome 15 cigarros por dia.

Muito embora o problema da solidão no pais não esteja escolhendo idade, não há dúvidas que os idosos são os que mais sofrem no final das contas. Em entrevista a BBC de Londres a recém Secretária anunciou a existência de um fundo monetário, que está destinado para aplicação em projetos que venha garantir a extinção do projeto nas futuras gerações.

A Secretaria também cita como um agravante que trabalha contra a solução do problema, a política das autoridades de decidirem pelo não funcionamento de bibliotecas e espaços de lazer, apesar de não crer que a solução da crise tenha um mecanismo único, mas extensamente diversificado.

Ouvindo a população pode se compreender melhor a dimensão do problema, eles relatam sobre dias frios, gelados e longos de Londres. Justificam sobre pessoas que decidiram fazer as coisas sozinhos, mas que sentem abandonados temendo que algo de ruim lhes aconteça, não terão ninguém por perto para lhe prestar socorro.

Existem pessoas que passam dias, semanas sem se comunicar com ninguém. Os efeitos colaterais para a saúde dessas pessoas pode ser devastador. O Escritório Nacional de Estatística criará mecanismos para demensionar a solidão.

Com taxas de juros mais baixas fora do Brasil, Tesouro capta US$ 1,5 bi

A partir de taxas de juros mais elevadas de 5,6% ao ano, o Tesouro Nacional teve o poder de captar US$ 1,5 bilhão com investidores dos Estados Unidos e da Europa. Os valores captados são relativos a emissão de títulos da dívida com o exterior e devido ao vencimento dessa dívida no mês de fevereiro de 2047, divulgados no dia 18 de janeiro de 2018. O valor da taxa de operação foi menor em relação a esses tipos de contratos em um prazo de quatro anos.

O valor das taxas mais elevadas indicam um maior grau de pessimismo em relação aos investidores brasileiros não terem como arcar com a dívida. Também levando em conta os vários rebaixamentos sofridos pelo Brasil diante do risco país, que acabou perdendo o grau de investimento – certificação de bom pagador. Devido a isso, os investidores do exterior passaram a cobrar juros mais elevados para a comercialização de ações brasileiras.

O Tesouro Nacional efetuou pela última vez os papéis externos com validade de 30 anos a mais de 1 ano, em julho de 2016. Nesta ocasião, o país conseguiu levantar US$ 1,5 bilhão com papéis previsto para vencer em 2047, pagando taxas de 5,875% ao ano. Essa taxa levantada na emissão desses papéis é uma das menores para os valores capitalizados em dólares em papéis de 30 anos desde junho de 2014, quando o Tesouro Nacional tinha levantado US$ 3,55 bilhões pagando 5,131% ao ano.

Os títulos de ordem brasileira acabaram ficando com uma taxa de 271 pontos-base e maiores que as taxas dos Títulos de papéis americanos de 30 anos. Isso indica que o Tesouro Nacional irá ter que pagar 2,71 pontos percentuais relativos aos juros para estarem acima dos papéis americanos. Na emissão de dois anos atrás, essa diferença era bem maior, estando em 357,2 pontos.

Títulos norte-americanos são vistos como os tipos de ações mais seguras para serem realizados investimentos em todo o mundo. Com um spread alto – diferença relacionada com as taxas brasileiras e norte-americanas nas operações -, maior serão as desconfianças dos investidores estrangeiros no Brasil. De acordo com o Tesouro, a demanda elevada acabou superando a oferta disponível, mas os órgãos não divulgaram quais foram esses números.