Felipe Montoro Jens noticia sobre a concessão da ferrovia EF-70

No final do mês de outubro, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou o resultado dos estudos desenvolvidos para o leilão de construção da Ferrovia do Grão, comumente chamada de Ferrogão ou EF-170, reporta Felipe Montoro Jens, especialista em Projetos de Infraestrutura. No total, a obra deverá ter uma extensão de mais de 1.100 km, atravessando uma região de mata entre as cidades de Sinop, no Mato Grosso, e Miritituba, no Pará.

Essa concessão deverá ter um período de 65 anos e o ganhador do leilão será o agente privado que propor ao governo o valor de outorga mais alto, o qual começará a partir do lance mínimo de R$ 0,01. O projeto prevê que a ferrovia seja construída unicamente pela concessionária, a qual também será a responsável por implantar todo o sistema estrutural dos trens e cuidar posteriormente de sua operação

Esse projeto faz parte do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), cujo objetivo é consolidar cada vez mais o meio de transporte ferroviário como instrumento para as exportações brasileiras através do Arco Norte. Para isso, a estimativa dos investimentos necessários é de cerca de R$ 12,6 bilhões, noticia Felipe Montoro Jens.

De acordo com o portal do Programa de Parceria de Investimentos, essa construção incluirá terraplanagem, drenagem, obras complementares, compensação socioambiental, desapropriação, equipamentos ferroviários e outros mais, o que evidencia o grau de complexidade de um projeto desse porte.

Segundo os estudos da Agência Nacional de Transportes Terrestres, a remuneração para a concessionária que ganhar os direitos do projeto será resultado do transporte ferroviário. Esses documentos destacaram ainda que o risco de demanda será assumido exclusivamente pela concessionária. Considerando todas essas questões, informa Felipe Montoro Jens, a previsão do governo é de que o edital seja publicado durante o primeiro trimestre de 2018, e que o leilão seja organizado no segundo trimestre.

Já no ano de 2020, as estimativas são de que demanda total de carga movimentada nessa ferrovia ultrapasse o volume de 25 milhões de toneladas e até 2050 esse volume supere 40 milhões de toneladas ao ano.

Esse trecho de ferrovia exercerá um papel fundamental para o escoamento das produções de soja, farelo de soja e milho do Mato Grosso, reporta o especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens. Além disso, também estão previstos o transporte de açúcar, óleo de soja, etanol e derivados do petróleo por essa linha ferroviária.

Uma grande vantagem desse projeto é o fato dele ser capaz de aliviar as condições atuais de tráfego da BR-16, tendo em vista que irá diminuir progressivamente o grande fluxo de caminhões transportadores de grãos que passam nessa rodovia. Consequentemente, os custos com a conservação e a manutenção dessa estrada também serão reduzidos.

Atualmente, mais de 70% da safra de milho e soja produzida no Mato Grasso é escoada por meio dos portos de Paranaguá/PR e Santos/SP, os quais encontram-se a mais de 2.000 km de distância. Sendo assim, o corredor ferroviário da EF-170 facilitará imensamente as exportações de grãos do país, noticia Felipe Montoro Jens.