Os países da América Latina que mais poluem a atmosfera

Em vigor há um ano, o Acordo de Paris já atravessou momentos difíceis durante esse período. Esse acordo que tem como objetivo a prevenção do aquecimento mundial, teve a saída dos Estados Unidos, que é um dos seus principais membros. De acordo com o que foi divulgado pela Nasa, o ano passado apresentou as maiores temperaturas já registradas no mundo.

Alguns países próximos aos Estados Unidos estão seguindo as agendas climáticas firmadas pelo acordo, como é o caso da Costa Rica e do México, declarou o diretor da NDC Partnership, Pablo Vieira, que é o responsável por assessorar os países que se comprometeram em diminuir as suas emissões de gases poluentes, no Acordo de Paris.

Esse acordo visa limitar o aumento das temperaturas globais em 1,5°C até o ano de 2100, mas para que isso aconteça é necessário diminuir de forma significativa, as quantidades de gases poluentes lançados na atmosfera terrestre.

Em todo o continente latino-americano, somente o Suriname e a Colômbia ainda não ratificaram  o Acordo de Paris.  O Brasil que é o maior emissor de gases poluentes da região, não está seguindo corretamente o caminho para diminuir a sua emissão de poluentes.

O México e o Brasil são os maiores poluidores da América Latina, que apresenta 10% de todas as emissões lançadas na atmosfera. Na lista global dos maiores emissores o México ocupa a nona posição e o Brasil a sétima posição.

O pesquisador da Universidade de Brasília, Eduardo Viola, declara que o Brasil está fazendo o caminho inverso para solucionar os problemas que causam as emissões de poluentes.

No Brasil é necessário acabar com o desmatamento, para que as emissões de CO2 na atmosfera possam diminuir, o que o país assumiu fazer em 2020. O índice de desmatamento está atualmente, cerca de 70% acima da meta que o país assumiu realizar no acordo, foi o que declarou o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl. De acordo com o governo, o desmatamento no país teve uma queda de 16% nos últimos anos, mas essa diminuição não chega nem perto dos números alarmantes de desmatamento, que foram registrados no país nos últimos tempos.