Torres de San Gimignano na Itália revelam disputas de poder

Inspiração para ser cenário de várias obras artísticas, San Gimignano está bem no centro da Toscana, no vale do Rio Elsa. Com muralhas que a rodeiam o local está em um topo da colina. Atualmente existem treze longas torres que sobreviveram para deixar vestígio e contar história entre os séculos 12 e 13.

As 72 torres do passado expressavam o poder econômico que as famílias de patrícios adversários, partidários de guelras e gibelinos possuíam. A construção dos edifícios não eram das mais baratas, tinham complexidade e foram erguidas com lama e madeira. O tamanho não era espaçoso, tinha apenas dois metros quadrados e com poucas aberturas, enquanto as paredes têm até dois metros de espessura, o que poderia gerar mais aquecimento durante os dias frios e um ambiente mais ventilado durante o verão.

Em outra versão, na época das invasões bárbaras por povos que tinham o objetivo de tomar os territórios fronteiriços do Império Romano, a suposta imagem do santo haveria aparecido obtendo uma forma sobre as muralhas que estavam sob a ameaça de Totila, rei dos ostrogodos.

A arqueologia afirma que houve uma ocupação pré-histórica, considerando os assentamentos importantes que são da época dos etruscos, um povo que veio depois dos romanos, mas o primeiro documento que oficializa e menciona San Gimignano é de 929, época em que Ugo di Provenza, marquês do Reino da Provença, deu a colina próxima à região ao Bispo Volterra.

Próximo a Pisa, a região esteve no seu auge durante o século 12, um dos motivos seria sua a rota. O potencial econômico da comuna estava na produção de vinho grego, açafrão, empréstimos propiciados pelo mercado financeiro que estava no seu início e o comércio de lã.

O crescimento estava a todo vapor no ano de 1199, quando a comuna se declara livre. Inicialmente era governada por cônsules e posteriormente por autoridade externa solicitada por seis meses para o cargo, que permanecia neutra nas disputas políticas entre guelras e gibelinos. A altura das torres de cada família expressava o poder e a capacidade que pretendiam demonstrar na disputa pelo território desejado, mas que permanecia conduzido de forma neutra.